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A vida é feita de escolhas

A vida é feita de escolhas

Você conhece Caio Fernando Loureiro de Abreu? Ele foi um jornalista, dramaturgo e escritor brasileiro que viveu entre 1948 e 1996. Ele é o autor da frase: “A vida é feita de escolhas, quando você dá um passo a frente, alguma coisa fica para trás”.

No mundo corporativo e na vida pessoal, as decisões são base para construir mudanças, desenvolver projetos, realizar sonhos, alcançar metas, inspirar pessoas, enfim, podemos falar e dar inúmeros exemplos positivos para retratar a importância das decisões em nossas vidas, no entanto, são também as decisões que podem impedir que tudo isso aconteça.

Vivemos momentos decisivos diariamente sem sequer perceber o que está acontecendo e sem ter a tomada de consciência dos impactos que estas decisões terão daqui a um mês e o que dirá então dos impactos destas para os próximos 3, 5, 10 ou 20 anos.

Nosso cérebro não foi desenvolvido para planejar os impactos das nossas ações, na verdade, o ato de planejar nos faz gastar energia e gastar energia é algo que nosso corpo não o faz de livre e espontânea vontade.

Se observarmos a natureza, você não verá predadores gastando energia em vão, você os verá correndo para se alimentar, procriar ou fugir de outros predadores, em qualquer outro momento, eles estarão deitados confortavelmente, descansando.

Portanto, como estamos “programados” para economizar energia, é muito mais fácil evitar as tomadas de decisões, ou reagir de modo automático ao invés de tomar as decisões de forma planejada, com tomada de consciência sobre as consequências das próprias decisões.

Em 2013 eu estava em um vôo comercial e faria conexão em São Paulo para então ir a minha residência onde minha família me esperava após uma semana de trabalho. Este vôo saiu de Goiânia as 4:30h da manhã e após 30 minutos de vôo comecei a me sentir muito mal. Durante aquela semana tive muitas dores de cabeça e como era muito comum na época, me automedicava com analgésicos, mas naquele vôo, as dores não eram somente de cabeça, sentia meu corpo inteiro doer, percebi que estava transpirando muito, um suor frio. As lampadas internas da aeronave estavam apagadas devido o horário e não haviam muitas pessoas no vôo. Alguns minutos se passaram e além de estar me sentindo mal, estava também com vergonha daquela situação. Não quis chamar nenhum tripulante, e em algum momento, entre Goiânia e São Paulo desmaiei e voltei a acordar. Continuei me sentindo mal mas parecia que o pior já havia passado. Fiz minha conexão em São Paulo sem informar ninguém sobre o que estava acontecendo. Chegando em casa, fiquei ainda dois dias me automedicando até que minha esposa me levou para o hospital, chegando lá, aferiram minha pressão e prontamente fui atendido pois minha pressão estava em 22 / 16. Na ocasião, depois de ser medicado, o médico plantonista me orientou a buscar um cardiologista no dia seguinte pois era necessário investigar rapidamente o que estava acontecendo. É claro que não preciso dizer que o susto foi grande não é mesmo?

Conto esta história pois ela foi o fim de uma época em que eu não me preocupava em cuidar da minha saúde, agia de forma impulsiva, pensando apenas nos prazeres que uma deliciosa pizza com refrigerante me proporcionariam. E apesar da balança apresentar 120 kg sobre ela eu não conseguia me ver obeso da forma como estava. É claro que fiz diversos exames e constatei alguns problemas, como pressão alta e diabetes, consequência de uma vida de exageros.

Antes disso acontecer, usar o tempo disponível para praticar uma atividade física era visto por mim como um tempo perdido, afinal, quanta coisa eu poderia fazer em uma, ou duas horas de atividade física? Quanto tempo com minha família eu teria que abdicar para praticar um esporte? Quanto tempo de descanso eu deveria deixar de lado para me exercitar? Afinal, eu trabalhava muito, muitas vezes 12, 13 ou 14 horas por dia. Perdi a conta de quantas vezes entrei em uma sala de aula para dar um treinamento das 08:00h da manhã até às 23:00h.

Lembro-me de dizer: “Como iria me alimentar corretamente, de 3 em 3 horas como mandam as nutricionistas? Se elas vivessem a vida que eu vivo, não conseguiriam colocar em prática soluções fantasiosas como estas”. Enfim, havia chegado o dia em que eu perceberia que minhas escolhas haviam deixado para trás a minha saúde.

Este foi um dos momentos mais importantes da minha vida, um momento em que uma tomada de decisão era necessária. Eu deveria decidir se continuaria vivendo a vida que eu vivia ou se iria mudar meus hábitos alimentares, se iria continuar sentado em um sofa nos dias de descanso ou se iria praticar algum exercício físico nestes dias, se iria marcar uma consulta com uma nutricionista e seguir suas orientações ou se iria continuar acreditando que seria impossível colocar em prática a dieta que ela estava determinando, se iria viver com a incerteza de quanto tempo de vida eu ainda teria antes de me sentir mal novamente ou de fazer o que fosse necessário para ter a certeza de que minha saúde estaria bem e que se dependesse dela eu veria minha filha crescer, se formar, casar, ter seus filhos e viver cercado pelos meus futuros netos. Se eu iria me manter ocupado, sem tempo para atividades que agora se tornavam necessárias ou se iria aprender a viver uma vida de forma produtiva. Havia chegado o dia em que pensar antes de agir seria necessário, consciente de que as decisões presentes determinariam as consequências do que viria a viver no futuro. Chegou o dia, em que entendi que não decidir mudar, já era uma decisão que me traria consequências.

Minha vida mudou muito, abandonei velhos habitos e adquiri novos, muito mais produtivos e saudáveis, habitos que hoje me permitem contar uma história da qual me orgulho, mas uma história que também me deixa sempre alerta, pois sei o que não quero mais para minha vida.

Enfim, a vida esta que é feita de escolhas.

Quais escolhas estamos fazendo hoje?
Estas escolhas são conscientes ou simplesmente estamos ligando nosso piloto automático e agindo de modo que nossos velhos hábitos façam as escolhas por nós?
Os hábitos que temos hoje, foram construídos de modo a nos levar em direção ao que queremos, ou somos levados justamente na direção oposta quando nossos hábitos decidem o que vamos fazer?
Treinamos nosso cérebro para fazer as escolhas que nos levam em direção ao futuro que planejamos ou nossos hábitos nos fazem agir de modo que venhamos a nos arrepender e dizer que vivemos uma vida que não valeu a pena e que agora está cobrando um preço alto demais?
Estamos tomando as decisões que precisam ser tomadas, ou mentindo para nós mesmos, como aquela pessoa que diz que irá iniciar aquela dieta na segunda-feira, mas a segunda-feira chega e a dieta fica pra próxima semana?
Neste exato momento, você sente que está no controle da sua vida ou não sabe exatamente se conseguirá realizar seus sonhos, suas metas, seus objetivos, suas ambições?
Quantas vezes no último ano você se viu em um momento de tomada de decisão mas “decidiu” não pensar a respeito do assunto naquele instante, pois não estava disposto a tomar a decisão necessária?
Estes são questionamentos importantes de fazer pois podem nos dar algumas respostas que não queremos, mas que são fundamentais para que venhamos a tomar as decisões que precisamos, sem mais deixar para depois, pois se a vida é feita de escolhas, há outra frase muito conhecida que diz que a vida é curta demais para ser jogada fora.

Pense nisso. A decisão é sua.

Grande abraço.

Márcio Nora.

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