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Correr uma Maratona e a Gestão Eficaz

Correr uma Maratona e a Gestão Eficaz

Uma reflexão sobre concluir uma Maratona e entregar a meta no varejo.

Participar de uma maratona e concluir uma maratona são coisas completamente diferentes, assim como ser um gerente e trazer resultados fazendo gestão.

Em 2016 corri minha primeira maratona, um percurso de 42,195km no tempo de 4:35:19 (qual tinha um tempo máximo de 5:30 para ser concluída), correr uma maratona não é apenas sair correndo, é preciso um bom planejamento e muita disciplina para cumprir o planejado, algo que durante a corrida fui relacionando com o trabalho de capacitação e desenvolvimento de gerentes que venho fazendo nos últimos anos no varejo e na industria, qual vejo que tem muito em comum.

Antes de sair fazendo é necessário parar para planejar, ou seja, pensar antes de agir e conseguir prever o que irá acontecer para que você possa através da liderança e do monitoramento, controlar as ações planejadas para concretizar de maneira eficaz o objetivo, e foi exatamente isto que fiz para concluir a maratona.

Após estabelecer como meta concluir a maratona, sentei e planejei quais tarefas seriam importantes executar para ter sucesso, e entre as tarefas estavam: adquirir alguns recursos (tenis, meia de compressão, entre outros); ter cuidado com a alimentação; não esquecer de levar nas viagens um tenis e calção; fazer treinos curtos (até 10 km) e longos (acima de 21km); durante os treinos medir e acompanhar os tempos para ter uma média de tempo que me deixasse comfortável concluir o percurso, perceber mais o meu corpo e estar atento a respiração. Foram meses de treino encarando ambientes que mudavam a cada dia, sol, chuva e/ou frio. Após muito treino percebi que o indicador mais importante a ser definido e controlado seria o Pace (ritmo por km), então estabeleci um Pace de 6:25 qual eu tinha certeza que aguentaria o ritmo e concluiria a prova abaixo do tempo máximo permitido. Tempo médio estabelecido, corpo e mente preparados para o desafio, lá fui eu em busca de mais uma vistória pessoal.

Dada a largada, aquele mundo de gente motivada, fui no embalo, logo no segundo kilômetro percebi que estava abandonando todo o planejado, meu Pace estava abaixo de 5:20 e neste ritmo eu não teria pernas e fôlego para completar 42km, então diminui o ritmo para 6:25 por km e muita gente me passou, a emoção me mandava corer mais rápido, enquanto a razão pedia para diminuir o ritmo, um conflito interno nada fácil de controlar, optei por seguir a razão e o planejado sem tirar o olho da linha de chegada, afinal não queria jogar fora meses de trabalho e acima de tudo não queria fracassar.

A cada dia que vou para campo acompanhar gerentes no chão de loja, na regional, ou capacitá-los em sala de aula, percebo que em muitos casos existe um padrão que os fazem fracassar e conseguentemente não entregar a meta ou fazer a sua entrega, seja como líder ou como gestor.

Posso definir este padrão, como falta de planejamento, organização, liderança e controle, um conjunto de competências que se relacionam e precisam ser colocados em prática juntos.

É cada vez menor o modelo de promoção em que o melhor vendedor dormia vendedor e acordava gerente (“toma a chave, vai lá que a loja é sua, confio em você.”), hoje existe programas de trainee, ferramentas e sistemas de gestão avançados, as pessoas estão sendo cada vez mais capacitadas para fazer aquilo que precisa ser feito, entregar a produção, ser o melhor líder, fazer gestão, mas no dia a dia entram no automatismo da

ação e deixam de seguir o planejado, de estabelecer e acompanhar os indicadores e são engolidos pelo tempo ou pelo mercado que muda a todo instante.

Fazer gestão não é apenas ficar sentado ou sair correndo de qualquer forma, e sim encontrar o equilíbrio entre parar e acelerar, monitorar e controlar sem tirar o olho da linha de chegada.

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